Apoio ao Terceiro Setor
A precariedade do sistema público de saúde é um dos mais graves problemas sociais do Brasil. Doenças típicas do Terceiro Mundo e falta de atendimento de qualidade resultam em sequelas irreversíveis e na morte de milhares de pessoas por ano.
A maioria da população, cerca de 150 milhões de brasileiros, é assistida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela Constituição de 1988, mas que, passados 18 anos, deixa muito a desejar. Apenas cerca de 40 milhões de habitantes, 21% do total, têm acesso à medicina privada, por meio dos planos de saúde.
Além da questão humanitária e do descumprimento de uma responsabilidade constitucional do Estado, a debilidade do SUS afeta a economia: é de R$ 420 milhões anuais o prejuízo provocado pelo tempo de trabalho perdido pelos pacientes nas filas de atendimento. Os 5.864 hospitais e clínicas do sistema atendem 11,6 milhões de usuários por dia. Entretanto, a espera média nas filas é de 4,5 dias.
Quem não se socorre nem no SUS nem nos planos de saúde, encontra conforto nas ações do Terceiro Setor. A participação desse setor para mitigar os problemas sociais tornou-se essencial. Os números evidenciam o avanço da responsabilidade social no país. Cerca de 462 mil empresas, ou 59% do total, declaram realizar, em caráter voluntário, algum tipo de ação comunitária.
Curiosamente, no entanto, os projetos na área da saúde incluem-se entre os que, proporcionalmente, recebem menor atenção. Apenas 17% informam investir na saúde. Parece haver um consenso de que as instituições da área não precisam do apoio da sociedade. Além de mobilizar da sociedade para que o Estado cumpra seu dever, é importante ampliar o apoio às organizações do Terceiro Setor que atuam na saúde.

Instituição falida máxima....

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