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quinta-feira, março 16, 2006

“Eu já sabia”



Rising Star...


Imagine você aos 19 anos. O que você fazia para viver? A maioria dos leitores, acredito eu, estava entrando na faculdade ou pensando no que fazer da vida. Para viver mesmo, única coisa que você podia fazer era pedir um aumento de mesada.


Seguir a carreira como esportista profissional com certeza passa pela cabeça de todo jovem. Porém seguir carreira como um profissional de um esporte radical, considerado o esporte mais cool dos tempos modernos já te encaminharia para outro patamar, certo? E se você fizesse isso tudo e ainda por cima no seu primeiro campeonato na liga profissional mundial, você terminasse como terceiro melhor surfista do mundo? Adriano de Souza, brasileiro, do Guarujá, está vivendo isso aos 19 anos.


Agora você deve estar pensando, o que ele fez aos 15 anos que você não fez. Nada demais. Destino, sorte, talento? Não importa. A verdade que durante a 1ª etapa do 2006 Foster’s ASP Men’s World Tour, na Gold Coast, o mundo inteiro viu o que o brasileiro é capaz. Adriano “The machine” Souza, agora é o mais novo fenômeno do surf mundial.


No perfil histórico do esporte no país, o fanatismo é a marca registrada da torcida tupiquiniquim e com ela a vontade de que seus ídolos sejam os melhores é quase como uma lavagem cerebral para as pessoas. O arquétipo de que a sua vitória se faz pela conquista do seu ídolo ficou claro durante as finais do Quiksilver Pro. Assisti on-line o campeonato comentando e discutindo com vários amigos via MSN. Após a derrota do nosso herói-teen brasileiro, as criticas aos juízes foram automáticas. “Roubaram o moleque! Garfação só porque é brasileiro, etc.” Lendo os artigos publicados, blogs, emails e afins, a maioria da torcida brazuca achou que Taj Burrow foi beneficiado durante a bateria semifinal. Eu discordo. O australiano mostrou pro estreante brasileiro que ainda falta um pouco para se igualar ao nível “gringostyle”. Só comparar os aéreos que ambos finalizavam em todas as ondas. Taj era bem mais fluído.


O feito de Adriano de Souza já foi um fato histórico para o esporte no Brasil, pois nunca um estreante brasileiro no WCT (World Championship Tour) chegou tão perto de disputar o título. O fanatismo do povo não aceita a derrota(?) e prefere usar da paranóia preconceituosa contra os gringos do que aceitar que o garoto está no caminho certo. Como diz a previsão dos maiores especialistas do mundo (vide previsão da revista Surfing USA já publicada no site antigo), o cara vai levar pelo menos um caneco para casa este ano. Não duvido e estou na torcida.


Nas “internas” do surf, rola o boato que Taj Burrow, menino prodígio australiano (se classificou para o WCT aos 17 anos, não entrou para terminar o 2º grau e se classificou de novo aos 18), nunca foi campeão mundial porque em seu caminho sempre apareceu um tal de Kelly Slater. Vide essa final. Será que Adriano de Souza sofrerá do mesmo mal? Grandes chances que isso aconteça. Kelly Slater declarou antes do Quiksilver Pro que decidiria seu futuro de acordo com sua classificação na primeira etapa. Venceu. Estava na cara que ASP nem pensou duas vezes na confecção do cheque final já com nome do ídolo da Flórida. Como disse Martin Potter, campeão mundial de 1989: “Kelly on the tour is THE dream tour, without Kelly, just dream tour”.


Agora, competição a parte, alguém ainda estava em casa quando rolou a expression session? O surfista australiano Troy Brooks executou DOIS superman numa onda só. Levou.


Ele mandou dois desse numa onda!

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