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sábado, dezembro 15, 2001

Nada como um dia após o outro, já dizia o poeta. Mas como nem tudo que reluz é ouro, vou contando para vocês uma historia de arregalar os olhos. Depois de uma noite bem sucedida, estávamos voltando para casa quando escolhemos não seguir pela praia e cruzar o bairro do Leblon até a rua Afrânio de Melo Franco.Estávamos em dois carros. O primeiro seguia com um inocente amigo, morador do Recreio dos Bandeirantes, que não conhece as mazelas características dos bairros da zona sul. Foi quando ao cruzarmos o sinal em frente a Cruzada, aquele ali, perto do Escala, em frente a delegacia, reparem, de-le-ga-ci-a. Pois bem. Ao pararmos no sinal vermelho, nosso amigo na frente e nos atrás, só olhando, notamos a aproximação de uma senhora a janela do carro a nossa frente. Conhecia aquela coroa. Nosso amigo não titubeou e deixou a suspeita de pista, mas depois comentou conosco.
- Po quase ajudei a mulher ali.
Desistimos de ir para casa e paramos no bar mais próximo.Foi quando pude dizer que conhecia mulher. Era a velha do golpe da gasolina. Interesseira ou gasolina? Os dois. A mulher com cara de desamparada pede que alguém desça do carro e faça uma chupeta no carro dela, ali mais a frente (a um ponto que você não vê). Quando você sai do carro se achando o maioral, que vai salvar a velha indefesa, pronto. Ao deixar seu veiculo, dois negões abordam a viatura e levam seu automóvel. Você fica de pista e a velha começa a chorar. Ela sai fora e o golpe esta feito. Sempre em uma das pontas da Cruzada, ela esta disposta a enganar qualquer um. Mas cá pra nós, pedir ajuda a algum transeunte ao invés da policia que está na sua frente, é muita audácia. E como tirar um tubo em pipeline e ainda dar um leque na cara do Lian Macnamara. Depois do resolvido ainda voltamos lá para tentar atropela-la mas ela já tinha saído, ou seja, o golpe tinha dado certo.

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